quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ensaio sobre o relacionamento

Ah... O quão é grande o coração de quem ama de verdade...
Alguém aí sabe?
Alguém conhece a capacidade que ele tem de se abrir?
De destruir-se em prol do amado?
De reconstruir-se então?
E de Amar...? Ah...
Alguém sabe então como é difícil conviver com um coração como este?
Rebelde, desobediente, belicoso.
Revolta-se com qualquer discórdia.
Alguém aprendeu a controlar?
Precisa-se urgentemente de manuais.
Daqueles. Passo-a-passo.
Alguém tem? Vende? Aluga?
Resta aprender. Aprender a conviver com ele.
Parece que realmente não adianta lutar contra.
Colaboração é a chave do negócio.
Arrancar fora não é cogitado.
Então guarda-se ali.
Amando. De longe.
Ou de perto.
Tanto faz. Afinal o amor não é egoísta.
Isso eu li. E vi.
Então coração sinta-se à vontade.
Estamos em paz, enfim.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Perseverar

De acordo com o dicionário Michaelis da Língua Portuguesa Perseverar significa:
1 Conservar-se firme, constante; persistir num estado de espírito ou num sentimento;
2 Ter perseverança; não mudar de intenção ou orientação;
3 Permanecer, conservar-se;
4 Continuar, durar.

No entanto, a descrição sucinta, não explora toda a particularidade que se apresenta no ato de perseverar.

Perseverar revela antes de tudo uma falha.
Mostra o objetivo fora do alcance.
O erro na tentativa.
A frustração de não se atingir o tento.
Presume-se assim a fraqueza.

Mas tudo isso vê-se em rápido olhar, de forma ainda superficial.
Vejo na perseverança e no seu ato coisa muito mais bela.
E mais ainda difícil.
Doloroso.
Um verdadeiro enfrentamento contra si mesmo.
Corajosamente ignorante. Vai totalmente de encontro a lógica.
E por isso mesmo é tão complicada.
E percebe-se enfim que é necessário ser realmente forte.

É impossível?
Sério?
A palavra impossível existe realmente?
Prefiro encará-la no sentido figurado.
Ou mesmo metaforicamente.
Quando conseguir, irei então saber que valeu a pena cada tentativa.
Cada investida. Cada insistência.

A perseverança devia estar, no dicionário, vizinha a felicidade.
Uma não se apresenta sem a outra.
São mutuamente dependentes.
Persevero, e não só hoje.
A própria palavra já pressupõe o amanhã.
E o depois. E o adiante.

Então, talvez não seja hoje.
Mas quem vai saber?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alguém me ensina a andar?

Fala sério.
Pq adiar?
Só a indecisão já parece pior que o que se pode esperar tomando alguma atitude.
Eu sei, há medo, receio.
O passado nos prende.
Nos imobiliza.
Mas, a dúvida angustia. Muito mais.
Nunca é melhor ficar parado.
Tem que se dar um passo.
E para isso é necessário um desequilíbrio inicial.
Tão aí os fisioterapeutas que não me deixam mentir.
A frente? Não importa.
Pra trás também serve.
É preciso arriscar-se as vezes.
Eu diria até que com muita frequência.
Nem seu tempo te espera.
Ele passa.
E olha, vou te dizer... Ele passa rápido.
Agarre as oportunidades.
Construa sua vida. Agora.
Tenho percebido que é melhor arrepender-se de ter tentado.
O arrependimento por saber que poderia ter sido diferente, que poderia ter agido, que a escolha era sua é, simplesmente, digamos, excruciante.
Enfrentar seus medos é o mínimo que se precisa para ser realmente feliz.
Não adie o que está encostado ao teu nariz.
E depois, se não der certo?
Você poderá se orgulhar de dizer que tentou.
Poderá aliviar-se ao perceber que fez o possível.
Mas se sua vontade for satisfeita?
Não haverá sensação melhor.
Imagina se você tivesse ficado parado?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vírgula

Essa semana escrevi esta frase. Pequena. Curta. Mesmo eu tendo escrito, hoje lendo-a novamente, é que pude sentir a gama enorme de significados e interpretações que ela pode gerar. Então é isso. E para mim, é digna de um próprio post.

"As vezes temos que esperar o momento certo. Mesmo que não pareça o certo."

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Agora é sua vez.

Quero dizer o quanto é difícil assumir que se gosta de alguém.
E ficar totalmente exposto.
O quanto é difícil depender de decisões alheias.
E ainda mais depender voluntariamente.
O quanto é difícil assumir que se está disposto.
E ficar absolutamente nas mãos do outro.
Se alguém pensa que é uma posição confortável... Ledo engano.
Alguém pode entender como um erro.
Falta de determinação.
Acomodação.
Medo de agir, de decidir.
Medo de assumir responsabilidades.
Eu penso diferente.
Poucas atitudes são mais difíceis que essa.
É preciso antes de tudo coragem.
Coragem para enfrentar o que estiver por vir.
Qualquer coisa.
Paciência...
Paciência para aguardar o tempo necessário.
Quem sabe o quanto?
Confiança. É. Confiança.
Ou você se deixa nas mãos de pessoas em quem não confia?
É preciso que se confie absolutamente.
E vontade?
Ah... a vontade é indispensável.
Ninguém se abandona assim, sem querer.
Quero dizer também que eu já tive, e tenho coragem.
E você?

sábado, 24 de outubro de 2009

Como colocar as coisas pra funcionar. MANUAL DE BOLSO.

As vezes as coisas dão errado exatamente no momento em que você achava que estava tudo dando otimamente certo.
Não estranho se você tiver percebido que isso ocorre de forma até mais frequente que o normal.
Eu também tenho percebido isso.
Custo a imaginar o motivo concreto desse fato.
Talvez seja só coincidência.
Será?
Suspeito.
Não é?
Talvez seja devido ao relaxamento natural que nos ocorre no momento em que estamos certos de alcançar o objetivo.
Qualquer momento favorável nos leva a uma auto-confiança.
Ou mesmo confiança excessiva.
Ou descuido.
Ou...
Já citei alguns motivos que, agora percebi, acabam sendo, em essência, a mesma coisa.
Tantas tentativas de explicar o porquê das coisas darem errado, justamente no momento em que mais queremos que dêem certo, com que utilidade?
Não percebemos que na maioria das vezes a culpa é absolutamente nossa.
Exceto em fatos inevitáveis nos quais não podemos interferir.
O que me resta é me policiar, de forma natural.
Agir com boa vontade.
Honestamente.
Manter o caráter.
A responsabilidade.
A disponibilidade.
A caridade.
Não somente nos momentos em que tudo isso me for útil.
Mas sim, principalmente, nas vezes em que minha ação seja útil para outro.
Assim aquilo que eu acho que está dando certo, simplesmente, já estará acertado.
Tudo flui de maneira mais eficiente.
É uma teoria? Aplico a partir de hoje na prática.
Espero obter os melhores frutos.
O que quero só depende exclusivamente de mim.
Então?
Ação!

domingo, 18 de outubro de 2009

Músicas de adolescente... Parte III

Enfim escureceu

Tudo escurecia e o sol já se punha
Num leve suspiro de tudo lembrei

Dos beijos perdidos, guardados no tempo
Do laço entorpecido que em nossos corpos se fez

Da vida gatuna que é célere e esperta
Que dá artimanhas pra lutar e vencer

Mas esquece depois de na curta derrota
Fazer o vivente conquistar o esquecer

Dos reencontros amigos e aos poucos amados
Que essa reta sina me fez dispersar

Daquele menino quem em minha casa corria
E hoje, até hoje teima em não parar

E o lento escurecer trouxe então a certeza
De que da minha vida eu nada sabia

E que tudo que eu fiz buscando as vitórias
Somente um, O AMOR realmente valia.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Parar...

Queria parar as vezes...
Parar tudo... desconectar.
Sair, ver as coisas pelo lado de fora.
Observar, e assim resolver todos esses enormes problemas.
Problemas que na verdade só são problemas pra mim, no meu constante egoísmo mané, humano.
Se não parar, ao menos, lentificar.
Tornar as coisas mais mornas... Mais duradouras.
Sentir cada segundo do que se quer realmente.
Mas que cada segundo fosse, então, pelo menos uns dez.
Assim recompensaria. E tudo valeria mais.
Pois não só as alegrias seriam mais saboreadas, como também os sofrimentos mais apurados.
A velocidade tira a graça das coisas.
O imediatismo tira a graça das coisas.
Você gosta de surpresas?
Quem não gosta?
Mas se as surpresas não permanecem?
E aí?
Vai ficar dependente de uma coisa que não sabe se vem?
Então na minha constante inconstância vou ficando, assim, na mesma.
Mas querendo sentir um pouco mais, viver um pouco mais, sem pressa.
Gosto de ESTABILIDADE.
Quem não gosta?
Tem gente que diz que não gosta.
Prefere adrenalina!
Ah... Adrenalina!
Mas adrenalina depois de um tempo para de ter efeito.
E aí?
Que é que tu vai ter?
Quero a vida pra mim. Sentir. Viver. Devagar.
Cada coisa a seu tempo.
Mas hoje não.
"Hoje não dá... Vou consertar a minha asa quebrada e descansar."

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mudança?!

Mudar, mudar, mudar...
A vida toda a gente muda. Verdade?
Deveríamos nos acostumar as mudanças.
Mas o costume vem com a continuidade.
Então como se acostumar se a mudança leva a descontinuidade?
Mesmo assim. Se as mudanças são constantes... então é fato que poderíamos já aguardá-la.
Pq não?
Pense numa coisa em que todo mundo apresenta resistência. O novo. O diferente.
Depois reclamamos da monotonia. Do marasmo. Da rotina.
E quando vem aquela mudança... Droga!
PQ AGORA? EU NÃO TAVA PREPARADO! SEMPRE FOI DESSA FORMA!
Assim, me resguardo o direito de me adaptar a cada situação.
Lógico, quando não há o que se fazer.
Não reclamo.
Não me estresso.
Pra mim tudo é bom demais já.
(Tá bom... nem tudo)
Então, o melhor a se fazer será realmente esperar sempre a mudança?
Assim, deveríamos então nunca nos acostumar com nada?
Nunca confiar em nada?
Nunca nos apegar a nada?
Não na minha opinião.
O prazer da vida está em arriscar-se.
Em dar a mão a palmatória.
Em sofrer pra logo depois poder sorrir.
Ou seja: em mudar!
Que venham as MUDANÇAS!!!

WSPA - Você sabe de onde vem sua comida?

Esse vídeo foi produzido por alunos da Med. Veterinária da UFERSA e está participando de um concurso! Muito bom! Reflitam!

domingo, 11 de outubro de 2009

Músicas de adolescente... Parte II

essa ai eh romantica até o pescoço... o q a paixão num faz...?

Parei

Eu preciso

Só por um instante

E apenas um momento

Pra sentir que eu existo

E estar a sua frente.

Me afogando em seus desejos

Podendo ver seus pensamentos

Tendo em mim a tua mente

E você tendo o meu corpo

Pra ficar sozinho

Mesmo acompanhado

Sentir parar o tempo

Parado do teu lado

Pra lembrar do ontem, hoje

E prever o amanhã

Da tua vida que é minha

Da minha que não é nada

E agora já não faço planos

Já não importo mais

Descobri que os planos falham

Já se foi, deixei atrás.

Músicas de adolescente...

Quando eu tinha uns 15 anos eu já escrevia... olhaí!
hauhauhauhauahua
A Cor

Mesmo com tantas diferenças
Sei que nada mudou
Permanecemos iguais
O mundo velho chegou
Preservamos nossas mesmas atitudes
Agora se chamando juventude
Que adora ver a antiga novidade
A rotina inovadora do normal
Sem perder a beleza pra idade
E fingindo entender o que é real.

O que mudou fomos nós
Nós que amamos a cor
E a voz do que já não há.

Mesmo com tantas diferenças
Sei que nada mudou
Permanecemos iguais
Acreditamos no amor
Pregamos ideologias absurdas
Coisas que nem nós mesmos assumimos
Pra poder viver a vida normalmente
E entrar em mais um bloco social
Sem perder a certeza da verdade
E fingindo encontrar o ideal.

Sempre ex alguma coisa...

Já sacou q somos sempre, sempre, ex-alguma coisa? Lembro-me de quando entrei no ensino médio, decidi, mesmo ainda um adolescente indeciso, deixar de ser rotulado como o estudioso, o nerd.
Olha só. Virei um ex-nerd.
No ensino médio do Cefet tornei-me um dos "populares". Chato, bossal, e principalmente, só depois percebi... idiota.
Época feliz. :P
Como ex-nerd não abandonei totalmente o estudo, mas entrei nos esportes de cabeça, jogava handebol, então tornei-me um ex-gordinho.
Olha só. Estava em forma. Magro, bonito.
E então, passei no meu primeiro vestibular, como todo ex-nerd que se preze.
Ao entrar na faculdade, percebi que o bossal e chato não faria muito sucesso.
Dessa vez não foi bem uma decisão, foi mais uma mudança natural, uma adaptação.
E então, passei a ser um cara gente boa, brincalhão, engraçado, sem nunca deixar de ser falante demais!
Olha só, sou um ex-bossal.
Na faculdade não tenho muito tempo pra esportes... droga.
E hoje, além de tudo, sou um ex-bonitão. Tô gordo.
Ah, também já sou ex-namorado, ex-amigo, ex-colega, ex-inimigo... tantos EX na vida de uma pessoa normal como eu...
Complicado.
Mais complicado ainda é perceber que é mais fácil dizer o que já fui... mas muito mais difícil afirmar o que sou, agora, nesse instante.
Como um ex-quase tudo, posso subentender que fui e sou um quase tudo ao mesmo tempo.
Concorda?